EUA cancelam mais de 300 vistos de 'estudantes lunáticos' que participaram de protestos anti-Israel
A detenção de Rumeysa Ozturk desencadeou protestos contra a política do governo Trump e levou ao cancelamento de vistos de manifestantes. Advogados da estudante alegam que a prisão é ilegal e questionam as motivações por trás da ação.
Detenção de aluna turca provoca protestos nos EUA
A estudante turca Rumeysa Ozturk, 30, foi detida em uma universidade dos EUA após fazer atos pró-Palestina. Sua detenção gerou protestos contra o governo de Donald Trump.
O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou o cancelamento de vistos de cerca de 300 manifestantes, chamando-os de "lunáticos". Ozturk, com documentação correta, estava no programa de pós-graduação da Universidade Tufts e foi levada por agentes em 25 de outubro. Os motivos da detenção ainda são incertos, mas pode estar relacionado a um artigo que escreveu sobre o conflito Israel-Hamas.
Rubio não detalhou as acusações contra Ozturk, mas mencionou que tomará mais ações semelhantes. Ele afirmou que busca "lunáticos que estão destruindo as coisas". Os advogados de Ozturk alegam que sua detenção é ilegal, uma vez que não houve acusações formais.
Um juiz federal emitiu uma ordem impedindo a retirada da estudante sem aviso prévio de 48 horas, mas o Departamento de Justiça informou que Ozturk já estava em Louisiana antes da decisão judicial ser conhecida.
A localização exata de Ozturk ainda é desconhecida. Grupos de direitos humanos acreditam que ela esteja em um centro de detenção em Jena, onde estão outros manifestantes internacionais.
Críticos consideram as ações do governo um ataque à liberdade de expressão, enquanto a administração Trump alega que busca coibir manifestações antissemitas. Ozturk foi detida quando saia para quebrar o jejum de Ramadã em Somerville.
O reitor da Tufts expressou surpresa com a detenção, que pode gerar angústia na comunidade. Colegas descreveram Ozturk como pacífica e ressaltaram que a ação não faz sentido. Sua advogada comentou: "Ela está sendo alvo por seu direito à liberdade de expressão".