EUA iniciam cobrança de 'taxa das blusinhas'; saiba como afetará os custos
Estados Unidos finalizam isenção sobre pacotes de pequeno valor, impondo tarifas a todas as importações. A medida, parte de uma estratégia contra narcóticos e competição desleal, promete impactar o comércio eletrônico e elevar os preços para os consumidores.
Estados Unidos implementam cobrança de nova tarifa sobre importações
Nesta sexta-feira (29), os Estados Unidos começaram a cobrança de sua versão da "taxa das blusinhas", que se aplica a todos os países.
Antes, havia isenção para remessas abaixo de US$ 800 (R$ 4.324,96), exceto para pacotes da China e Hong Kong, que já tinham tarifas desde maio.
A nova medida aumentará os custos para empresas de comércio eletrônico e pequenas empresas, além de impactar os consumidores.
A agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos EUA agora cobra taxas sobre todas as importações, independentemente do valor ou origem.
Uma opção de taxa fixa de US$ 80 a US$ 200 (R$ 432,49 a R$ 1.081,24) estará disponível por seis meses.
Em resposta, 25 países interromperam o envio de encomendas para os EUA, conforme a ONU.
A medida visa combater o fluxo de narcóticos e aumentar a receita tarifária em até US$ 10 bilhões ao ano, segundo Peter Navarro, conselheiro da Casa Branca.
A isenção de produtos de baixo valor estava em vigor desde 1938, e seu aumento para US$ 800 visava apoiar pequenas empresas.
O número de pacotes solicitando isenção cresceu quase 10 vezes, de 139 milhões em 2015 para 1,36 bilhão em 2024.
Analistas apontam que a eliminação da isenção pode elevar os preços nos sites de comércio eletrônico, colocando esses negócios em competição mais justa com grandes varejistas.
A CBP arrecadou mais de US$ 492 milhões em tarifas adicionais desde a eliminação das isenções específicas.
As agências postais estrangeiras têm opções para coletar impostos sobre pacotes, podendo escolher entre o valor do conteúdo ou uma taxa fixa.