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EUA revogam licenças que permitiam operações de empresas transnacionais de petróleo na Venezuela

Resposta dos EUA às sanções resulta na revogação de licenças de petróleo na Venezuela. Medida, que afeta empresas como Maurel & Prom e Chevron, intensifica as tensões entre Caracas e Washington.

Governo da Venezuela anunciou que os Estados Unidos revogaram licenças de petróleo e gás para empresas transnacionais operarem no país.

Essa medida ocorre em um contexto de tensão entre Caracas e Washington, que busca sufocar economicamente o governo de Nicolás Maduro.

A empresa francesa Maurel & Prom confirmou a revogação de sua licença, recebendo notificação do Departamento do Tesouro dos EUA datada de 28 de março de 2025.

A Maurel & Prom recebeu uma "licença de transição" até 27 de maio para concluir operações cobertas pela licença revogada.

O governo dos EUA não revelou todas as empresas afetadas, mas esperava-se a revogação da licença da Chemical, da Repsol e da Maurel & Prom.

A vice-presidente Delcy Rodríguez informou que as empresas foram notificadas sobre a revogação de suas licenças.

O Wall Street Journal também noticiou que Washington ordenou a saída da Global Oil Terminals.

A Venezuela, com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, produzia 3 milhões de barris diários antes da crise, mas atualmente produz quase 1 milhão.

As empresas Chemical, Repsol e Maurel & Prom haviam sido autorizadas a operar na Venezuela pela administração de Joe Biden.

Chevron é um dos principais provedores de moeda estrangeira e tem um prazo de liquidação até 27 de maio.

Donald Trump impôs tarifas de 25% a países que compram petróleo venezuelano e não reconhece o governo de Maduro.

Rodríguez afirmou que a Venezuela está aberta a investimentos, destacando que empresas internacionais não precisam de autorização para operar.

Analistas expressam preocupação com a saída das empresas, pois isso afeta a economia local.

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