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Europa anuncia retaliação a tarifas de Trump nesta quinta (2), com big techs e bancos americanos na mira

Trump estabelece tarifas de 20% sobre produtos da UE, aumentando tensões comerciais. A União Europeia se prepara para retaliar e fortalecer sua posição frente às políticas americanas.

Donald Trump anunciou um aumento de 20% na tarifa sobre produtos importados da União Europeia, em um evento denominado "Dia da Libertação". O bloco foi descrito como "muito duro nas negociações", figurando logo após a China, que retaliou com 37%.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve apresentar uma resposta à medida, que pode incluir tarifas de até 25% sobre importação de automóveis, afetando montadoras alemãs. Também estão previstas retaliações às tarifas sobre aço e alumínio, além de uma lista de 99 páginas de mercadorias em consulta.

Von der Leyen sugeriu que acordos, como aumentar as compras de gás dos EUA, poderiam ser possíveis, mas seu tom mudou, enfatizando que o bloco possui um "plano sólido" para reagir. A Lei de Mercados Digitais (DMA) da UE, que pode multar grandes empresas de tecnologia, é uma das alternativas na disputa.

Bruxelas considera diversas opções de retaliação, como restringir negócios de bancos americanos na Europa e limitar direitos de propriedade intelectual. Porém, o consenso entre os 27 países da UE enfrenta desafios, com preocupações específicas de países como França, Itália e Irlanda.

A premiê italiana Giorgia Meloni advertiu contra uma reação infantil à situação e se posicionou como interlocutora de Trump. A UE também avalia o Instrumento Anti-Coerção, que daria amplos poderes para lidar com a guerra comercial.

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