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Europa precisa garantir gasto militar na paz, diz fabricante do Gripen

A pressão de Donald Trump sobre a Europa para aumentar os investimentos em defesa gera incertezas sobre o futuro do apoio militar dos EUA. Executivos do setor armamentista alertam para a necessidade de compromissos de longo prazo mesmo após o fim da Guerra da Ucrânia.

Pressão sobre a Europa: Donald Trump desafia o continente a sustentar altos gastos com defesa após a guerra da Ucrânia.

Micael Johansson, presidente da Saab, mencionou a necessidade de acordos com governos europeus para manter investimentos em defesa, destacando a importância de um “prêmio de seguro” financeiro.

O mercado militar europeu está em alta, com o valor da Saab subindo 60% e o índice Stoxx Defense & Aerospace 30% desde janeiro, impulsionado pela nova postura de Trump em relação ao apoio à Ucrânia e à Rússia.

A União Europeia planeja investir até R$ 5 trilhões em defesa, o que dobrou os gastos anuais dos 31 membros da Otan. Johansson alerta que, se a guerra acabar, prioridades políticas podem mudar.

Atualmente, a Suécia é o sexto maior doador militar à Ucrânia, com R$ 29 bilhões. A insegurança sobre o apoio americano se reflete em toda a Europa, onde a dependência dos EUA é ainda evidente.

Johansson acredita que a Suécia será um futuro fornecedor militar para a Ucrânia, mas enfatiza que a guerra é uma tragédia, não uma oportunidade de negócio.

Com a adesão à Otan em 2024, a Suécia aumentará seus gastos de defesa de 2,6% para 3,5% do PIB até 2030. Ele ressalta a necessidade de manter um forte elo transatlântico.

A Saab já colabora com a Boeing e busca diversificar sua cadeia de suprimentos para atender à nova demanda militar.

Johansson acredita que a capacidade industrial da Suécia pode absorver um aumento na demanda, mas alerta contra o desmantelamento das forças de defesa como ocorreu após a Guerra Fria.

Ele vê oportunidades no mercado europeu, citando até mesmo Portugal, que decidiu vetar a concorrência do F-35 devido à insatisfação com os EUA.

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