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Europeus ativam mecanismo para impor sanções ao Irã se não retomar negociações

E3 reativa sanções da ONU ao Irã após fracasso em negociações nucleares. Tensão aumenta em meio a ameaças de resposta severa do regime persa.

Reino Unido, França e Alemanha iniciam, em 28 de setembro, um processo para reimpor sanções da ONU ao Irã. A ação é uma retaliação ao programa nuclear iraniano.

O trio, conhecido como E3, acionou o mecanismo de snapback, que permite a retomada automática das sanções suspensas desde o acordo nuclear de 2015. A decisão foi informada ao Conselho de Segurança da ONU.

As negociações entre os países europeus e o Irã não resultaram em compromissos concretos. O E3 acusa o Irã de violar o acordo de 2015, visando impedir o desenvolvimento de armas nucleares.

Os EUA se retiraram do pacto em 2018 e tentaram negociações indiretas com o Irã, que falharam. O E3 exigiu compromissos iranianos até o final de setembro.

Na carta enviada ao Conselho, o E3 reafirma seu compromisso diplomático para evitar que o Irã desenvolva armas nucleares, mas também alerta sobre medidas de sanção.

O Irã já ameaçou uma "resposta severa" caso as sanções sejam restabelecidas. O processo levará 30 dias, potencialmente intensificando a crise política e econômica no país.

A moeda iraniana se desvalorizou significativamente, enquanto as divisões internas no governo aumentam —duros defendem confronto, enquanto moderados preferem a diplomacia.

Antes dos ataques de junho, o Irã tinha urânio enriquecido a até 60%, perto do necessário para armamento militar. A Agência Nuclear da ONU destaca que não há evidências concretas de um programa armado coordenado.

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