Evo Morales vai lançar partido para tentar concorrer à Presidência na Bolívia
Evo Morales se prepara para o lançamento de um novo partido em meio a conturbadas disputas políticas e acusações de crimes graves. O ex-presidente busca retomar a liderança na Bolívia após romper com o Movimento ao Socialismo e enfrentar bloqueios judiciais à sua candidatura.
Evo Morales planeja retornar à Presidência da Bolívia com um novo partido de esquerda, após romper com o Movimento ao Socialismo (MAS).
Morales apresentará a nova legenda neste fim de semana em Chapare, seu reduto político. Junto aos apoiadores, decidirá o nome e a sigla do partido.
Para reconhecimento legal, o novo partido precisa registrar 109,5 mil apoiadores.
No mês passado, Evo anunciou sua candidatura pelo Frente para a Vitória (FPV), mas a Justiça bloqueou por já ter cumprido os dois mandatos permitidos. Ele continua sua campanha, tentando contornar a decisão judicial, com as eleições marcadas para agosto.
Evo liderou a Bolívia de 2006 a 2019 e renunciou após alegações de fraude eleitoral. Jeanine Áñez assumiu interinamente e foi condenada a dez anos de prisão por organizar um golpe.
Em fevereiro, Evo abandonou o MAS após 26 anos. Atualmente, ele está em Chapare, enfrentando uma acusação de estupro e tráfico de pessoas. O caso começou a ser investigado em 2024, alegando que o ex-presidente abusou de uma adolescente de 15 anos em 2015 com o consentimento dos pais, que buscavam benefícios.
O Ministério Público tenta condená-lo por tráfico de pessoas, com pena de 10 a 15 anos. A defesa alega que a denúncia de estupro já tinha sido arquivada.
O rompimento com Luis Arce se intensificou após uma tentativa de golpe militar em junho de 2024, em que um general questionou o retorno de Evo. Ele acredita que Arce tentou um autogolpe para impedir seu regresso ao poder.