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Ex-procurador de Dirceu aconselhou coronel da PM no 8/1 e prometeu cargo no governo Lula

Diálogos revelam ligação de empresário petista com coronel durante crise de 8 de Janeiro. Investigação aponta atuação de Fernando Neto como facilitador nas operações da PM em meio ao caos.

Empresário do PT, Fernando Nascimento Silva Neto, deu orientações ao coronel Jorge Naime durante os eventos de 8 de janeiro, segundo relatório da Polícia Federal.

Neto, que foi procurador de José Dirceu por cinco anos, prometeu um cargo no governo Lula ao militar. Ele também é dono de um banco com um lastro falso de R$ 8,5 bilhões, e sua empresa está sob investigação.

Logo após o início da destruição na Praça dos Três Poderes, o coronel Naime recebeu instruções de Neto sobre como se apresentar ao interventor Ricardo Cappelli. Em mensagens, Neto pediu para Naime garantir a não saída de ônibus de Brasília.

A Polícia Federal relatou estranheza pelo compartilhamento de informações por Naime em meio ao caos. Em conversas, Neto pediu a Naime que identificasse quem o "queimou" com o interventor.

Apesar de aparentemente estar ciente de possíveis eventos, Naime estava de férias em 8 de janeiro. A PGR destacou que sua conduta sugeria conivência com os ataques.

Neto se apresentou como testemunha de defesa de Naime no STF, afirmando que o coronel sempre teve boa relação com o PT. No entanto, ele nega qualquer relação com Dirceu, apesar dos esforços do empresário para associá-los.

A defesa de Naime asseriu que ele retornou ao serviço voluntariamente e que Fernando Neto se apresentou como parte da equipe de transição. Controvérsias em publicações oficiais do PT e declarações contraditórias continuam a surgir.

Essa reportagem foi assistida por tecnologia de análise de documentos do Google.

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