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'Exaustão, fome e medo': como é ser jornalista em Gaza

Jornalistas em Gaza enfrentam condições extremas enquanto cobrem a guerra, vivendo em tendas e lidando com a falta de recursos básicos. O número alarmante de jornalistas mortos destaca os riscos enfrentados por esses profissionais na busca por contar a verdade.

Jornalistas em Gaza enfrentam condições extremas devido à guerra em curso desde outubro de 2023.

Trabalhando e vivendo em tendas próximas a hospitais, eles estão privados de necessidades básicas como água e acesso a banheiros.

A energia elétrica foi cortada em toda a Faixa de Gaza, forçando os repórteres a depender dos geradores dos hospitais apenas para carregar celulares e equipamentos.

Até 26 de agosto, 197 jornalistas haviam sido mortos, com 189 deles em Gaza, de acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Esta estatística excede o total de jornalistas mortos globalmente nos três anos anteriores.

Os repórteres, como Haneen Hamdouna, destacam a importância da proximidade dos hospitais para cobrir eventos críticos, mas tampouco garante sua segurança. Ahed Farwana, secretário do Sindicato dos Jornalistas Palestinos, expressou o medo constante pelos jornalistas e suas famílias.

A ONU confirmou que Gaza enfrenta insegurança alimentar aguda, afetando mais de 500 mil pessoas. Os jornalistas também sofrem com a fome, com relatos de dias sem comida.

Ghada Al-Kurd, correspondente da Der Spiegel, afirmou que a guerra afetou a capacidade dos jornalistas de expressar emoções, levando a um estado de choque constante.

Vinte e sete países apoiam uma declaração pedindo a Israel que permita acesso à mídia independente em Gaza e condenam os ataques a jornalistas.

A situação continua crítica, e repórteres lutam para continuar cobrindo os desdobramentos enquanto enfrentam fome, exaustão e medo constante.

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