Fabricante do Ozempic: crescimento é questionado e ações têm pior mês desde 2002
Ações da Novo Nordisk enfrentam queda drástica, com analistas reavaliando perspectivas após dados de prescrição abaixo do esperado. Apesar das dificuldades, a maioria mantém otimismo em relação ao potencial de recuperação da empresa no longo prazo.
Queda significativa nas ações da Novo Nordisk marca um momento difícil para a farmacêutica dinamarquesa, que está a caminho de seu pior mês em mais de 20 anos. As ações caíram 27% em março, perdendo o título de empresa pública mais valiosa da Europa para a SAP.
Investidores examinam os dados de prescrição dos EUA do Wegovy, medicamento para obesidade, que não apresentou o crescimento esperado, enquanto o Zepbound da Eli Lilly ganha participação de mercado. Analistas mencionam que os resultados das prescrições estão abaixo das expectativas.
Desde o pico em junho do ano passado, a Novo Nordisk enfrenta uma série de reveses, com dados decepcionantes de estudos de medicamentos como monlunabant e CagriSema. Luyi Guo, da Janus Henderson, afirmou que a confiança dos investidores foi afetada, embora não veja um colapso total na empresa.
Analistas como Emily Field, do Barclays, reduziram suas previsões de vendas, citando crescimento lento nas prescrições. Contudo, ainda reconhecem progressos em áreas como a semaglutida, que saiu da lista de escassez, e o lançamento da NovoCare Pharmacy.
A queda no valor de mercado, que agora está em torno de US$ 300 bilhões, gerou discussões entre analistas. Embora algumas empresas tenham rebaixado suas recomendações, a maioria, incluindo 24 das 34 acompanhadas pela Bloomberg, ainda classifica as ações como compradas.
O preço-alvo médio sugere uma alta de mais de 60% nos próximos 12 meses, mas os analistas alertam sobre a incerteza no mercado de obesidade e a possibilidade de cortes nas orientações de vendas para 2025.