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Facebook falava em liberdade enquanto negociava censura com a China

Ex-executiva do Facebook revela os esforços de Mark Zuckerberg para entrar no mercado chinês e os conflitos de interesse em sua defesa da liberdade de expressão. O livro publicado detalha a obsessão do empresário pela China, mesmo após o banimento da plataforma no país.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook e Instagram, é comparado a Capitão Ahab em sua obsessão pela China, visando um mercado de 600 milhões de usuários.

A comparação foi feita em um novo livro e em depoimentos de Sarah Wynn-Williams, ex-diretora de negócios globais do Facebook.

Wynn-Williams destaca a tentativa frustrada de Zuckerberg de entrar no mercado chinês, onde o Facebook foi banido em 2009, com apenas 5 milhões de usuários acessando através de VPN.

Zuckerberg estudou mandarim e tentou cortejar as autoridades chinesas, mas enfrentou o bloqueio da plataforma sem uma explicação clara. Sua postura de adulação poderia ter sido considerada como falta de confiabilidade.

Enquanto promovia a liberdade de expressão publicamente, Zuckerberg negociava com o governo chinês para tentar romper a censura. Em 2019, ele criticou o modelo de internet da China, mas sua preocupação principal era o mercado.

Na apresentação de Georgetown University, disse que 6 dos 10 principais aplicativos são chineses, alertando sobre o controle crescente do conteúdo.

O Facebook enfrentou acusações em 2017 e 2018 por manipulação de notícias e omissão em Mianmar, usando o Black Lives Matter e o Me Too como escudos para melhorar sua imagem.

A Meta se pronunciou sobre o interesse no mercado chinês e se manteve em silêncio sobre a possibilidade de ter aceitado censura em negociações com o Partido Comunista, além de não ter comentado se Zuckerberg mentiu para o Congresso.

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