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Falhas elevam demanda por proteção contra ciberataques

O aumento das fraudes digitais e a falta de políticas de segurança tornam o Brasil um alvo fácil para ataques cibernéticos. O recente decreto governamental busca priorizar a cibersegurança e impulsionar o mercado de seguros contra riscos digitais.

Brasil se torna alvo constante de ataques cibernéticos, com 6,4 milhões de tentativas de fraude em 2023, segundo a Serasa Experian. Isso equivale a uma a cada 2,4 segundos, resultando em perdas potenciais de R$ 39,8 bilhões.

Um estudo da IBM revela que o custo médio de uma violação de dados é de US$ 4,4 milhões (R$ 24 milhões) por empresa. Além disso, um em cada seis ataques usa inteligência artificial, enquanto dois terços das organizações não possuem políticas para gerenciar essa tecnologia.

Em agosto, o governo federal anunciou o decreto 12.573, criando a Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber), priorizando a gestão de riscos digitais. O decreto estabelece medidas como:

  • Educação em segurança da informação;
  • Reforço de infraestruturas críticas;
  • Cooperação entre organizações públicas e privadas.

O gerente da AIG, Victor Perego, destaca que o decreto aumenta a visibilidade sobre o risco cibernético e a oferta de seguros.

Desde a pandemia, o setor de ciberseguro cresce a taxas de dois dígitos, impulsionado por trabalho remoto e ransomware. Pequenas e médias empresas enfrentam mais vulnerabilidades e seguradoras oferecem prêmios acessíveis.

Pereg também menciona o Marco Legal da IA, que está em análise e pode alinhar seguradoras, corretores e clientes. Tendências incluem foco em riscos da cadeia de valor e expansão de seguros pessoais.

Uma pesquisa da CNSeg revela que, em 2024, as seguradoras investirão quase R$ 20 bilhões em inovação. A tecnologia é utilizada em:

  • Análise de risco;
  • Emissão de apólices;
  • Processamento de sinistros.

A regulação da tecnologia é monitorada para assegurar segurança jurídica sem travar a inovação. Hellen Fernandes, da Zurich Seguros, ressalta a importância do ciberseguro não apenas contra hackers, mas também para riscos da LGPD.

A Zurich oferece três grupos de cobertura que incluem resposta a incidentes, paradas operacionais e responsabilidade civil.

A Akad Seguros reporta crescimento de 177% em 2024, evidenciando a democratização do ciberseguro com soluções para diferentes perfis de empresas. A coordenadora Priscila Araújo atribui o sucesso à combinação de produtos modulares e distribuição digitalizada.

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