Famílias de 63 vítimas da ditadura recebem atestado de óbito corrigido
Cerimônia simbólica na Assembleia Legislativa de Minas Gerais marca a entrega de certidões de óbito retificadas a familiares de vítimas da ditadura militar. A ministra dos Direitos Humanos destaca a importância do reconhecimento e da luta contínua pela defesa da democracia e direitos humanos.
Retificação de óbitos: Nesta quinta (28), foram entregues declarações de óbitos retificadas a familiares de 63 pessoas assassinadas pela ditadura militar no Brasil (1964-1985), anteriormente dadas como desaparecidas.
A solenidade, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, destacou que as mortes foram causadas pelo Estado brasileiro durante a perseguição a dissidentes políticos.
A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, ressaltou a importância do ato, lembrando que muitos foram vítimas de repressão ao defender direitos e liberdades. Ela afirmou que o Brasil ainda enfrenta sequelas de períodos históricos negativos.
O evento é visto como parte de um processo de cura social, com a defesa da democracia sendo fundamental para proteger a dignidade humana.
A presidente da comissão de mortos e desaparecidos políticos, Eugênia Gonzaga, enfatizou que antes as vítimas tinham certidões de óbito com causas falsas. A retificação é um avanço, embora o reconhecimento tardio ainda persista.
A ministra Maria Elizabeth Rocha também participou do evento, expressando sua dor pela perda de um parente durante a ditadura. Ao final, os familiares sentiram a importância simbólica do novo documento, mesmo que não tenha trazido de volta seus entes queridos.
A militante Diva Santana lembrou que a luta não deve terminar, apelando para a juventude continuar a defender a soberania do Brasil.
Com informações da Agência Brasil