Famílias deixam Cidade de Gaza após noite de bombardeios enquanto protestos contra Netanyahu ocorrem em Israel
Civis palestinos seguem fugindo em meio a intensos ataques, enquanto israelenses protestam contra a guerra e exigem a libertação de reféns. Crise humanitária se agrava na Cidade de Gaza, com mortes e deslocamentos em massa.
Mais famílias palestinas deixaram a Cidade de Gaza nesta terça-feira (26), após bombardeios aéreos e de tanques israelenses.
Moradores relataram que os ataques continuaram durante a noite, afetando áreas como Sabra, Shejaia, Tuffah e Jabalia, destruindo estradas e casas.
O Exército israelense afirmou que as operações visam localizar armas e destruir túneis do Hamas. Apesar dos protestos e da condenação internacional, Israel planeja uma nova ofensiva na Cidade de Gaza.
A (segunda-feira) trouxe ataques no Hospital Nasser, resultando na morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo jornalistas de várias agências. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu lamentou o “acidente trágico”, mas o Exército não deu mais detalhes.
Autoridades de saúde informaram que 34 pessoas foram mortas em ataques na madrugada e na terça-feira, incluindo 18 nos arredores da Cidade de Gaza.
Cerca de metade dos dois milhões de habitantes do enclave permanece na Cidade de Gaza, enquanto muitos se deslocam para o oeste e sul, incluindo áreas costeiras.
Em Israel, manifestantes bloquearam estradas em Tel Aviv, exigindo o fim da guerra e o retorno de reféns mantidos em Gaza. Um protesto programado para esta terça deve atrair milhares.
Einav Zangauker, mãe de um refém, destacou que o governo israelense vem travando uma guerra sem um objetivo claro por 690 dias.
A guerra, que começou em 7 de outubro de 2023, resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas em Israel e 62 mil palestinos, a maior parte civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, exacerbando a crise humanitária.