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Fast Shop, auditores da Sefaz-SP e mãe de fiscal são denunciados sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro

Ministério Público denuncia sete pessoas por corrupção que teria desviado R$ 63 milhões em esquema envolvendo fiscais da Fazenda. Operação Ícaro investiga a fraude em ressarcimento de créditos de ICMS na capital paulista.

MP-SP denuncia sete pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo R$ 63 milhões desviados dos cofres públicos.

A denúncia é resultado da Operação Ícaro, iniciada em 12 de agosto de 2025, que investiga fraude com ICMS em São Paulo.

Auditores da Sefaz-SP teriam recebido propina para inflar ressarcimentos de créditos de ICMS-ST da Fast Shop.

Os acusados principais são:

  • Artur Gomes da Silva Neto (preso)
  • Marcelo de Almeida Gouveia
  • Fátima Regina Rizzardi
  • Maria Hermínia de Jesus Santa Clara
  • Kimio Mizukami da Silva (mãe de Silva Neto)
  • Celso Eder Gonzaga de Araújo
  • Tatiane da Conceição Lopes de Araújo

O diretor da Fast Shop, Mário Otávio Gomes, também identificado, não foi denunciado após acordo com o MP-SP.

Segundo a denúncia, um esquema permitiu aumentar o ressarcimento em 43% e emitir notas fiscais falsas de R$ 61,8 milhões. A empresa de Kimio não possuía estrutura para operar.

O MP solicita a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além da manutenção das prisões preventivas e cautelares para alguns réus, como uso de tornozeleira eletrônica.

As penas podem variar de dois a 12 anos de prisão por corrupção e de três a 10 anos por lavagem de dinheiro, com aumento se envolver organização criminosa.

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