Fazenda ignora pedidos para salvar Eletronuclear da insolvência
Eletronuclear enfrenta grave crise financeira e solicita aporte emergencial de R$ 2,1 bilhões. A ausência de decisão sobre o preço da energia da Angra 3 compromete a estabilidade da estatal nuclear.
Ministério da Fazenda ignora pedidos de intervenção na Eletronuclear
A Eletronuclear, responsável pelas usinas nucleares de Angra 1, 2 e 3, alerta para risco de insolvência até junho de 2025, sem um aporte emergencial de R$ 2,1 bilhões.
Em ofício de março, o MME (Ministério de Minas e Energia) reiterou solicitações da ENBPar para intervenção, visando aumentar a previsibilidade financeira e resolver a crise agravada pela indefinição do preço da energia de Angra 3.
O CNPE ainda não decidiu sobre o preço da energia, impactando negativamente a receita da Eletronuclear. O documento pede ajuda da Fazenda para prorrogar pagamentos ao BNDES e à Caixa.
A negativa do Ministério da Fazenda, liderado por Fernando Haddad, agrava as dificuldades da estatal, que iniciou em janeiro de 2025 o pagamento de R$ 66 milhões mensais referentes à dívida.
A ENBPar, que controla a Eletronuclear, deve um aporte financeiro de R$ 2,4 bilhões da Eletrobras através da compra de debêntures. No entanto, apenas R$ 1,3 bilhão será destinado em 2025, insuficiente para evitar insolvência.
O termo de conciliação assinado com a AGU busca ajustar os compromissos regulatórios e financeiros da Eletronuclear para garantir sua sustentabilidade. Esse aporte pode ser crucial para sua operação futura.
Até o fechamento da reportagem, o Poder360 não recebeu resposta do Ministério da Fazenda sobre a situação da estatal. O espaço segue aberto para esclarecimentos.