Fecomércio critica tarifaço de Trump, mas vê benefício para o Brasil
Fecomércio-SP critica tarifas comerciais de Trump e aponta impactos negativos para os EUA. A federação ainda vê oportunidade para o Brasil aumentar sua participação em mercados afetados.
Fecomércio-SP critica tarifas comerciais de Trump
A Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) declarou, em 2 de abril de 2025, que as tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, são “lamentáveis” e prejudiciais para os EUA.
Segundo a federação:
- As tarifas e deportações em massa pressionarão o mercado de trabalho e os salários;
- Isso poderá aumentar a inflação e desacelerar a economia norte-americana.
- A elevação das tarifas sobre bens básicos pode gerar inflação generalizada;
- As medidas sobre importações de aço afetarão toda a cadeia industrial;
- As commodities essenciais mais caras impactarão o orçamento das famílias de baixa renda.
Para o Brasil, que foi taxado em 10%, a Fecomércio acredita que o cenário é menos grave em comparação a outros países, além de ver a medida como uma oportunidade para reforçar a participação brasileira em outros mercados.
Trump anunciou uma tarifa recíproca de 10% sobre produtos brasileiros, que começará em 5 de abril. O decreto afeta também a China (34% de taxa) e a União Europeia (20%).
As tarifas serão aplicadas em duas fases. Trump chamou a política de “declaração de independência econômica” dos EUA, em meio a diversas tarifas implementadas desde o início de seu segundo mandato, em 20 de janeiro.