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Fed facilita trabalho do BC, mas Selic não deve cair tão cedo, dizem economistas

A possibilidade de corte de juros americanos cria expectativas sobre o mercado brasileiro, mas economistas alertam que a Selic deve permanecer inalterada. Com a inflação ainda alta, o Banco Central brasileiro aguarda um recuo mais significativo antes de qualquer decisão sobre a taxa de juros.

Possível corte de juros nos EUA pode facilitar o controle da inflação pelo Banco Central brasileiro, mas não deverá levar a uma queda imediata da Selic, segundo economistas.

No dia 22 de setembro, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, admitiu a possibilidade de redução dos juros americanos.

Para William Castro Alves, a declaração de Powell indica que o Fed vê a inflação dos EUA como temporária e que há riscos de desaceleração do mercado de trabalho, justificando ajustes na política monetária.

Como reflexo, o dólar caiu 1,51% e estava cotado a R$ 5,414, enquanto a Bolsa subiu 2,15%, atingindo 137.405 pontos.

Adriana Dupita, economista da Bloomberg Economics, afirma que a expectativa de maior diferença entre os juros do Brasil e dos EUA torna o país mais atrativo para investimentos em renda fixa, contribuindo para a valorização do real.

Ainda assim, um eventual corte nos juros americanos não deve levar a um corte na Selic, pois o BC brasileiro ainda aguarda um significativo recuo da inflação, que atualmente está acima da meta de 4,5%.

Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou alta de 5,23%. As projeções do mercado apontam para a inflação em 2025 em 4,95% e 4,40% no próximo ano, com a Selic em 12,50%.

Um dólar mais fraco pode ajudar na desaceleração da inflação, mas prejudicar as exportações brasileiras, destaca André Perfeito.

O presidente dos EUA tem pressionado Powell por cortes nos juros, que estão entre 4,25% e 4,5% desde dezembro do ano passado.

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