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Fila do INSS cresce em dezembro e ultrapassa 2 milhões; divulgação dos dados segue atrasada

A fila de espera por benefícios do INSS atinge novo recorde, superando a marca de 2 milhões de requerimentos. O governo enfrenta críticas pela demora na divulgação de dados e pela deterioração na aprovação popular, impactando a gestão de Lula na área da previdência.

Fila de espera do INSS atinge 2,042 milhões

Em dezembro de 2024, a fila por benefícios do INSS voltou a crescer, alcançando 2,042 milhões de requerimentos. Este número representa um novo recorde, superando a marca de 2,032 milhões de pedidos do início de 2020, durante o governo Jair Bolsonaro.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (2) pelo Ministério da Previdência Social, estão defasados, com informações sobre janeiro e fevereiro de 2025 ainda não publicadas. Especialistas questionam se há tentativas do governo em protelar a divulgação.

O Boletim Estatístico da Previdência Social (Beps), que normalmente é liberado em até 45 dias após o mês de referência, enfrenta atrasos constantes. Os dados de outubro e novembro foram divulgados em fevereiro de 2025, com a justificativa de "inconsistências em dados".

O presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, confirmou que ajustes em sistemas impactaram a extração de dados, mas disse que o problema foi corrigido. O Ministério alegou que os atrasos não são de sua responsabilidade.

Esse cenário ocorre em um contexto de queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisa Genial/Quaest mostrou aumento na avaliação negativa do governo, de 37% para 41%, enquanto a positiva caiu de 31% para 27%.

A fila do INSS não só parou de cair em julho de 2024, como subiu novamente sob o governo Lula. Entre julho e setembro, a fila aumentou em 445 mil requerimentos devido à greve de servidores. Nos dois meses seguintes, houve um acréscimo de 186,2 mil e, em dezembro, de mais 57 mil pedidos.

Além dos efeitos da greve, o governo atribui o aumento à maior quantidade de requerimentos. A comparação com o governo anterior é contestada, pois inclui pedidos à espera de perícia médica, que não eram considerados antes.

O governo está mapeando segurados que fazem múltiplos pedidos de benefícios, com 303,5 mil pedidos reiterados identificados em dezembro, considerando aqueles com requerimentos anteriores nos últimos seis meses.

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