Fim da informalidade para combustíveis? Qual potencial de ganhos para listadas na B3?
Ações de distribuidoras de combustíveis disparam após operação contra fraudes. Analistas projetam potencial de valorização significativo para as líderes do setor, com expectativas de aumento nas margens e participação de mercado.
Na última quinta-feira (28), as ações do Grupo Ultra (UGPA3), Raízen (RAIZ4) e Vibra (VBBR3) dispararam na bolsa paulista, após uma megaoperação contra fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
O esquema investigado envolvia fundos de investimento e fintechs ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Analistas do Bradesco BBI identificaram 20 distribuidoras de combustíveis potencialmente envolvidas, com uma participação de mercado de cerca de 5%, totalizando aproximadamente 7,3 bilhões de litros vendidos anualmente.
O impacto anual no EBITDA das distribuidoras pode ser de cerca de R$ 500 milhões, com potencial de valorização de 20%. Com a redistribuição do volume entre as três líderes, o EBITDA teria um aumento significativo para cada uma delas.
Com base em cálculos mais recentes, o BBI estima um potencial de valorização de 24% para Raízen, 10% para Vibra e 12% para Ultrapar, considerando aumentos nas margens.
Atualmente, as recomendações do BBI são as seguintes:
- RAIZ4: outperform, preço-alvo de R$ 2 (upside de 89%)
- VBBR3: outperform, preço-alvo de R$ 30 (upside de 30%)
- UGPA3: neutra, preço-alvo de R$ 24 (upside de 30%)
O BBI alerta para a necessidade de acompanhamento rigoroso da operação e das ações das 20 empresas envolvidas.
Analistas do UBS BB e do Citi concordam que uma postura mais rigorosa contra irregulares é positiva, porém destacam a habilidade dos operadores em encontrar brechas na regulamentação.