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Fim do dólar? Por que moeda vem perdendo força no mundo e isso pode ser o que Trump quer

Desvalorização do dólar no primeiro semestre de 2025 levanta preocupações entre investidores e economistas. Fatores como políticas tarifárias de Trump e a queda na participação da moeda em reservas cambiais contribuem para a desconfiança.

No primeiro semestre de 2025, o dólar americano teve seu pior desempenho em cinco décadas no U.S. Dollar Index, que mede sua força contra seis moedas principais. A desvalorização acumulada foi de 11% até junho.

Essa queda ocorre em meio a eventos preocupantes para economistas e tem gerado questionamentos sobre a força do dólar. Um dos pontos críticos é a redução na participação do dólar nas reservas cambiais globais, que caiu de 70% para 57% desde os anos 2000.

Além disso, há uma fuga de capital estrangeiro do mercado de títulos do Tesouro dos EUA, impulsionada por críticas à política de tarifas e à utilização do dólar em sanções geopolíticas. O fenômeno foi exacerbado por um tarifaço do governo Trump, que impôs tarifas de 10% sobre importações e uma tarifa de 50% para produtos brasileiros.

Os investidores venderam US$ 63 bilhões em ações nos EUA entre março e abril, devido ao impacto das tarifas. O aumento dos déficits fiscais – a dívida federal chegou a US$ 35,46 trilhões – gera preocupação sobre uma possível desvalorização do dólar.

Especialistas indicam que a desconfiança na moeda começou após a crise financeira de 2008, levando países emergentes a considerar alternativas ao dólar, com o bloco Brics promovendo a desdolarização.

O grupo já discute um uso maior das moedas nacionais e a criação de uma moeda própria. Durante a cúpula do Brics, Lula enfatizou a necessidade de diversificação no comércio global.

Trump, por outro lado, apresenta visões conflitantes sobre a força do dólar, defendendo que um dólar mais fraco pode beneficiar a indústria americana. Alguns analistas afirmam que, despite a desvalorização, o dólar ainda demonstra dominância nas transações internacionais e não há outras moedas com força suficiente para substituí-lo.

O futuro do dólar continua sendo debatido, mas muitos acreditam que estamos longe do fim de sua hegemonia.

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