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Financiamento climático depende das empresas

O financiamento climático se destaca como um dos principais desafios da COP30, com a ambição de atingir US$ 1,3 trilhão anuais até 2035. Especialistas ressaltam a necessidade de engajamento do setor privado para ampliar investimentos em ações de mitigação e adaptação climática.

Financiamento climático não está oficialmente na agenda da COP30 em Belém, mas é considerado o principal desafio do evento.

No seminário "COP30 Amazônia", realizado em São Paulo, especialistas debateram que o progresso nas negociações de financiamento será crucial para o sucesso da conferência, que busca ser a "COP da implementação".

A diretora-executiva do iCS, Maria Netto, enfatizou a necessidade de ver o clima como desenvolvimento, mencionando o valor anualmente necessário de US$ 1,3 trilhão. Contudo, a situação geopolítica dificulta que esse montante seja alcançado, com a Europa focando mais em segurança.

No painel sobre financiamento, foi destacado que US$ 300 bilhões é o compromisso dos países desenvolvidos, mas engrenar o setor privado é vital para alcançar os US$ 1,3 trilhão.

Segundo Ivy Figueroa, da International Finance Corporation, envolver a iniciativa privada em ações climáticas é desafiador, mas necessário.

A presidente do CEBDS, Marina Grossi, reforçou a importância do setor privado como protagonista, apesar da percepção de caos nas discussões.

O secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Ramalho Dubeux, elogiou iniciativas como o Tropical Forest Forever Facility e o mercado doméstico de carbono, que promovem investimentos em vez de doações.

O projeto “COP30 Amazônia” conta com apoio de grandes empresas e do governo, visando fortalecer a agenda climática.

As diretrizes para o crédito verde e a necessidade de parcerias amplas foram discutidas, ressaltando que o modelo atual da Amazônia é insuficiente.

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