Fink defende democratização via investimentos privados em carta anual da BlackRock
Larry Fink, CEO da BlackRock, defende que investidores individuais devem ter acesso a classes de ativos alternativos para melhorar os retornos e garantir aposentadorias mais eficazes. Ele propõe uma nova alocação de portfólio que inclui uma maior porcentagem em ativos privados, como infraestrutura e crédito corporativo.
Diretivas de Larry Fink, CEO da BlackRock, defendem que investidores individuais devem ter acesso mais amplo a classes alternativos privados, como empresas, crédito e infraestrutura, especialmente em tempos de alto déficit previdenciário.
A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, planeja usar US$ 30 bilhões em aquisições. Recentes compras incluem US$ 12,5 bilhões pela Global Infrastructure Partners e US$ 12 bilhões pela HPS Investment Partners. Com isso, a empresa gerencia R$ 600 bilhões em ativos alternativos.
Fink propõe mudar o portfólio tradicional de 60/40 (ações/renda fixa) para 50/30/20, com 20% em ativos privados, com o objetivo de aumentar os retornos e assegurar aposentadorias.
A demanda por investimentos em infraestrutura deve atingir US$ 68 trilhões até 2040. Fink acredita que a tecnologia pode melhorar a avaliação de ativos privados, facilitando o acesso para fundos de previdência.
O retorno de fundos de pensão que investem em infraestrutura supera em 0,5% ao ano os portfólios 401(k). Fink sugere que fundos data-alvo são ideais para incluir esses ativos, aumentando a proteção contra a inflação.
Sobre o futuro da energia, Fink critica a dependência exclusiva de energia solar e eólica e defende um entendimento mais amplo sobre outras fontes, incluindo a energia nuclear.
Por fim, Fink aborda a questão da inteligência artificial, que pode ser vista como uma oportunidade para sociedades com escassez de mão de obra, não apenas como uma ameaça.