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Fora de acordo com os EUA, vinhos e destilados europeus podem ter perdas de US$ 1,1 bi

Autoridades da UE buscam tarifas menores para vinhos e bebidas alcoólicas destinadas aos EUA, após aumento de 15% que impactou o setor. O ministro francês afirma que defender as exportações é prioridade enquanto negociações continuam em busca de isenções.

Autoridades europeias vão pressionar por tarifas mais baixas sobre vinhos e bebidas alcoólicas após acordo comercial com os Estados Unidos resultar em tarifas de 15% nas exportações.

A questão principal é a isenção de champagne, licores e outros produtos alcoólicos, em um mercado crucial para a UE.

Apesar dos esforços, líderes europeus não conseguiram a isenção junto às autoridades americanas. Maros Sefcovic, chefe de comércio da UE, afirmou que “as portas não estão fechadas para sempre.”

A queda nas ações de empresas como Pernod Ricard e Diageo ocorreu após a falta de alívio tarifário.

A declaração conjunta entre EUA e UE abre a possibilidade de que mais produtos europeus sejam isentos, aplicando-lhes tarifas mínimas. Descontos entrarão em vigor para aeronaves, produtos farmacêuticos e cortiça a partir de 1º de setembro.

A França alertou para uma perda de US$ 1,1 bilhão com as tarifas atuais. O Ministro do Comércio francês, Laurent Saint-Martin, reafirmou o compromisso com a defesa do setor. A FEVS expressou "imensa decepção" e pediu apoio da UE.

O assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, não comentou sobre possíveis reduções tarifárias.

Fabricantes americanos também querem um acordo, prevendo impacto negativo em suas exportações devido a tarifas retaliatórias.

A UE suspendeu tarifas sobre vinhos e bebidas alcoólicas dos EUA, mas a trégua finaliza em fevereiro. Chris Swonger do US Distilled Spirits Council, enfatizou a necessidade de um retorno permanente às tarifas zero.

As negociações entre EUA e UE continuam, mas Sefcovic destacou a dificuldade da inclusão de vinhos e destilados no acordo.

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