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Fortalecimento da extrema direita foi consequência de portas abertas a refugiados, diz Merkel

Merkel defende sua decisão de abrir as fronteiras e reconhece que isso contribuiu para a ascensão da extrema direita na Alemanha. A ex-premiê reafirma que não se arrepende da atitude, que considera fundamental em um momento de crise humanitária.

Angela MerkelAfD, partido de extrema direita, mas não se arrepende de sua escolha.

Em entrevista à ARD, ela definiu sua ação como importante, correta, sensata e humana durante a crise de refugiados, quando declarou "Wir schaffen das" ("Vamos conseguir"). Mais de meio milhão de refugiados foi admitido no país.

Contudo, a situação se deteriorou com episódios de violência ligados a imigrantes, como o ataque em um mercado de Natal em Berlim, que deixou 13 mortos.

A AfD, que era pequena em 2015, agora é uma das principais forças políticas, superando em popularidade a CDU de Friedrich Merz. Recentes dados mostram que 64% dos refugiados admitidos em 2015 estão empregados, mas a percepção pública continua negativa, associando imigração ao aumento de custos na habitação.

Nas eleições de fevereiro, a AfD alcançou a segunda maior bancada parlamentar. Merkel, que atribui a ascensão do partido à sua saída do poder, destacou a necessidade de uma Europa unida em questões de imigração.

A AfD, com apoio de figuras como Elon Musk e Donald Trump, promove discursos que visam reimigração (deportação em massa), desviando a atenção de problemas mais complexos, como a falta de trabalhadores qualificados na Europa.

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