França convoca embaixador dos EUA após críticas sobre ações contra antissemitismo
França expressa descontentamento com declarações do embaixador dos EUA sobre a luta contra o antissemitismo. O governo francês reafirma sua posição de não permitir interferências em assuntos internos, destacando a importância da proteção à comunidade judaica.
França convocou o embaixador dos Estados Unidos, Charles Kushner, após comentários considerados inaceitáveis sobre o presidente Emmanuel Macron.
Kushner afirmou que as ações de Macron na luta contra o antissemitismo são insuficientes. O Ministério das Relações Exteriores francês respondeu que as afirmações do embaixador violam o direito internacional e o dever de não interferir em assuntos internos, conforme a Convenção de Viena de 1961.
Em carta ao presidente francês, o embaixador expressou preocupação com a onda de antissemitismo na França e a "falta de ações suficientes" do governo. As críticas surgiram após o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, acusar Macron de "alimentar o fogo antissemita" ao pedir reconhecimento internacional do Estado palestino.
Kushner, que é judeu e tem laços familiares com Donald Trump, usou argumentos similares aos de Netanyahu, afirmando que "gestos de reconhecimento de um Estado palestino encorajam extremistas" e colocam em risco os judeus na França. Ele destacou a frequência de agressões a judeus e ataques a sinagogas e empresas judaicas.
Macron criticou a condução da guerra em Gaza por Netanyahu, especialmente em relação às mortes de civis palestinos. Em resposta ao aumento do antissemitismo desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, o presidente francês reforçou a segurança em locais judaicos.