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França e Alemanha exigem resposta da UE a tarifas de Trump sobre carros

Países reagem com preocupação à imposição de tarifas sobre automóveis pela administração Trump. Canadá, Japão e União Europeia buscam estratégias para proteger suas indústrias e trabalhadores do impacto econômico.

Canadá, Japão e países europeus reagiram à decisão de Donald Trump de taxar em 25% todos os carros importados.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou um fundo de proteção de 2 bilhões de dólares canadenses para o setor automotivo, classificando a medida de Trump como "um ataque direto" aos trabalhadores.

Ele ressaltou a importância do setor, que emprega 125.000 canadenses diretamente e quase 500.000 em indústrias relacionadas.

Na Europa, o ministro das Finanças da França, Eric Lombard, exigiu que a União Europeia aumente suas próprias tarifas sobre produtos americanos em resposta. O ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, também pediu uma resposta decisiva.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco buscará "proteger seus interesses econômicos".

Trump não mostrou sinais de recuar, alegando: “Se a UE trabalhar com o Canadá para prejudicar os EUA, tarifas maiores serão aplicadas."

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que aguardará a decisão sobre tarifas retaliatórias e que na 3 de abril apresentará uma resposta abrangente.

O Japão e a Coreia do Sul também consideraram suas opções de resposta, com o Japão sendo o maior exportador de veículos para os EUA, após o México.

Analistas alertam que a decisão de Trump poderá causar mais danos aos EUA, uma vez que quase metade dos carros vendidos no país são importados.

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