FT: Criptomoedas se tornam ‘mainstream’ na Venezuela
O uso de criptomoedas na Venezuela cresce como resposta à crise econômica e à desvalorização do bolívar. Comerciantes e até universidades já adotam as moedas digitais como alternativa para driblar a inflação e a repressão governamental.
Criptomoedas na Venezuela: Deixando de ser uma atividade de nicho, elas se tornam parte significativa da economia local.
Moradores veem o blockchain como proteção contra a desvalorização do bolívar e repressão ao dólar. Comércios e redes varejistas já aceitam pagamentos em plataformas como Binance e Airtm.
Uso de criptomoedas aumentou 110% nos últimos 12 meses. A Venezuela é o 13º lugar mundial em adoção de criptomoedas, segundo a Chainalysis.
Inflação anual atingiu 229% em maio, enquanto o bolívar perdeu mais de 70% de seu valor desde outubro de 2022.
Economistas citam que “os venezuelanos usam criptomoedas por necessidade” devido à inflação e escassez de moeda.
O presidente Nicolás Maduro tenta controlar a situação, prendendo pessoas que divulgam taxas de câmbio do mercado negro. O banco central não divulga dados de inflação desde outubro de 2022.
A administração Biden concedeu licença para a Chevron retomar a produção de petróleo na Venezuela, mas a oposição vê isso como uma "tábua de salvação" para Maduro.
Embora o governo tenha uma relação instável com criptomoedas, o uso de USDT está crescendo. O governo fechou o principal regulador de criptomoedas em 2023 devido a fraudes.
Comércio local usa USDT para pagamentos com a inflação e desvalorização do bolívar favorecendo essa prática.
Embora o acesso a plataformas e serviços seja limitado devido a sanções, a comunidade de criptomoedas na Venezuela está em expansão.
Lojistas afirmam que aceitar criptomoedas é essencial para competir, com alguns já perdendo negócios se não o fizerem.