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Funcionários da ONU pedem que Türk declare genocídio em Gaza

Funcionários da ONU exigem uso do termo "genocídio" para descrever a guerra em Gaza, citando evidências legais. A carta destaca a responsabilidade moral da entidade e compara a situação atual ao fracasso em Ruanda.

Funcionários da ONU pedem reconhecimento de genocídio em Gaza

Cento e cinquenta servidores da ONU solicitaram ao alto comissário para Direitos Humanos, Volker Türk, que use o termo "genocídio" para descrever a guerra em Gaza.

Em carta enviada em 27 de agosto de 2025, mencionaram que os critérios legais para genocídio, em quase 2 anos de conflito entre Israel e Hamas, foram cumpridos.

A carta afirma que o ACNUDH tem “responsabilidade legal e moral” de denunciar tais atos e adverte que “deixar de fazê-lo mina a credibilidade da ONU”.

O documento também lembra o fracasso da ONU em impedir o genocídio em Ruanda, que deixou mais de 1 milhão de mortos.

O secretário-geral, António Guterres, apoia Türk, mas ressalta que a rotulagem de genocídio cabe a autoridades legais competentes.

Guterres comentou que a intenção de Israel de ocupar Gaza poderia forçar civis a fugirem, destacando a ausência de uma solução militar para o conflito.

Israel não comentou a carta, classificando-a como “falsa” e “movida por ódio” e reitera que suas ações visam a legítima defesa.

Grupos como a Anistia Internacional já acusaram Israel de genocídio. A relatora especial da ONU utilizou o termo, porém a organização não se manifestou oficialmente.

Em 29 de dezembro de 2023, a África do Sul apresentou um pedido contra Israel por descumprimento da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.

A convenção define genocídio como atos destinados a destruir, parcial ou totalmente, um grupo nacional.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 resultou em 1.219 mortes em Israel, enquanto a ofensiva israelense causou mais de 62.000 mortos em Gaza, segundo a ONU.

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