Fundo global para proteção de florestas é aposta do Brasil na COP30
Brasil planeja apresentar na COP30 um fundo global para proteção de florestas tropicais e a criação de uma coalizão para integrar mercados de créditos de carbono. A iniciativa visa diversificar o financiamento ambiental, promovendo parcerias com nações e investidores privados.
Brasil busca ações concretas na COP30
O Brasil planeja ações além de declarações diplomáticas na COP30, em Belém, em novembro. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer implementar um fundo global para proteção de florestas tropicais, visando reduzir a dependência de financiamentos de países ricos.
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) está em discussão e deve substituir fundos nacionais atuais, como o Fundo Amazônia. A proposta é captar US$ 125 bilhões enraizados em investimentos, em vez de doações.
Os investidores aguardam retorno em 30 a 40 anos, com um modelo que busca receitas superiores aos títulos de dívida seguros. Caso haja desmatamento, os financiamentos serão reduzidos, promovendo a preservação.
O Brasil apresentou a proposta na COP28 em 2023 e está em discussão com potenciais patrocinadores como França, Alemanha e Reino Unido. A ideia é que o fundo comece a operar na COP30.
Além disso, o Brasil visa formalizar uma coalizão para integrar mercados de carbono, permitindo que poluidores comprem créditos de quem reduz emissões. O objetivo é criar uma estrutura que leve em conta a renda per capita, suavizando o impacto em países mais pobres.
Desafios regulatórios existem, com a norma do mercado de carbono em desenvolvimento, e espera-se sua finalização até o próximo ano. As empresas terão dois anos para medir emissões e definir tetos.