Fundos questionam proposta da BNDESPar e Previ de trocar CEO da Tupy
Gestoras minoritárias expressam preocupação com possível troca de CEO da Tupy. A decisão, sugerida por BNDES e Previ, é vista como política e sem justificativa pelos investidores.
Gestoras minoritárias da Tupy expressam preocupação com a possível substituição do CEO, Fernando Rizzo, por Rafael Lucchesi, sugerido pelo BNDES e Previ.
A informação sobre a troca foi divulgada no dia 18 pelo Valor Econômico e confirmada pela Tupy em comunicado. Os minoritários, que não apoiam a mudança, vêem a decisão como política.
Além do BNDES (28,2%) e da Previ (24,8%), que juntas controlam 53% da empresa, o conselho se reunirá no dia 28 para discutir a indicação.
Marcantonio, da Charles River, declarou que estão satisfeitos com o atual CEO e questionou a falta de experiência executiva de Lucchesi. No dia da notícia, as ações da Tupy caíram 7%, acumulando queda de 13,5% desde então.
Rizzo está na Tupy há sete anos e sob sua gestão, a empresa se consolidou no segmento de fundição e expandiu internacionalmente. Ele também tem investido em tecnologia e inovação.
Gestores como Maia e Dedini manifestaram preocupações sobre a troca durante um ciclo importante de crescimento da Tupy, questionando os critérios utilizados para a escolha.
A indicação ocorre em um contexto de investigações da CVM sobre a nomeação de conselheiros pelos acionistas, com questionamentos sobre a falta de experiência no setor.
As minoritárias pretendem propor um nome ao conselho e aguardam deliberações sobre a mudança do CEO, destacando a obrigação dos conselheiros de agirem no melhor interesse da Tupy.
O atual conselho também encerra seu mandato em abril, podendo tornar a troca do CEO uma das últimas decisões a ser tomada.