Fusão do táxi aéreo: Flapper compra Black Aviação e cria clube de jatos privados
Flapper adquire Black Aviação e cria clube de jatos privados com modelo de compartilhamento. A fusão marca a ampliação da atuação da Flapper no setor de aviação executiva e prevê expansão para outras cidades até 2027.
Flapper adquire Black Aviação e lança programa de propriedade compartilhada
A startup de aviação executiva Flapper anunciou a aquisição da Black Aviação e o lançamento do programa Jet Society, um clube de jatos privados baseado em compartilhamento de propriedade de aeronaves.
A operação foi estruturada como "all cash in", com valores não divulgados.
O programa Jet Society permite que proprietários troquem horas de voo e se tornem cotistas de aeronaves. O CEO, Paul Malicki, menciona que o modelo atende clientes que voam com frequência, porém não precisam de uso exclusivo.
A Flapper espera ter 4.000 aeronaves cadastradas, sendo 1.500 na América Latina, com aeronaves da Black Aviação disponíveis no aplicativo principal da Flapper.
A fusão representa uma parceria que começou três anos atrás, quando Rafael Matos, CEO da Black Aviação, se tornou acionista minoritário da Flapper. Ele vai permanecer na liderança da Black e assumirá o cargo de Head of Aviation na Flapper.
A Black Aviação opera atualmente com duas aeronaves Hawker 400A e planeja expandir sua frota para cinco até o final do ano. A base de operações fica em Belo Horizonte.
O negócio mantém as duas marcas e utiliza 50% da captação de R$ 6 milhões da Flapper para a aquisição, com a outra metade sendo investida em seu marketplace digital.
A previsão é alcançar uma receita anual bruta de R$ 100 milhões nos próximos 12 meses.
A expansão do modelo de propriedade compartilhada está prevista para outras cidades entre 2026 e 2027.
A Flapper identifica o mercado mineiro como estratégico devido à sua diversidade industrial e já possui clientes em setores como mineração e agronegócio.
Malicki observa que o setor de aviação executiva no Brasil está evoluindo, com um aumento significativo no número de aeronaves de táxi aéreo e jatos desde 2016.
O CEO classifica o mercado em três faixas: até 5 horas (fretamento), 5 a 15 horas (frota compartilhada) e mais de 15 horas (propriedade única).
Comenta ainda que o acesso à aviação executiva deve ser democratizado com tecnologia, economia compartilhada e segurança.