Futuros em NY caem até 4% com tarifas de Trump; petróleo recua e Nike e Apple sofrem
Offensiva tarifária de Trump causa queda nos mercados financeiros e incerteza entre investidores. A aplicação de tarifas mínimas sobre exportadores e novos aumentos para países como China e União Europeia geram preocupações sobre o impacto econômico e a possibilidade de uma guerra comercial.
Ofensiva tarifária de Trump provoca queda nos mercados
A ofensiva tarifária de Donald Trump, considerada essencial para a prosperidade dos EUA, foi mal recebida pelos mercados, resultando em uma queda generalizada nos índices de ações nesta quarta-feira (2).
Um fundo de índice do S&P 500 (SPY), com patrimônio de US$ 577 bilhões, caiu cerca de 3%, apagando os ganhos anteriores. Os futuros do Nasdaq 100 recuaram 4,3% e os do S&P 500, 3,5%. O preço do petróleo caiu cerca de 3%, ficando abaixo de US$ 70 o barril.
Trump anunciou uma tarifa mínima de 10% sobre todos os exportadores aos EUA, com tarifas adicionais a cerca de 60 países, incluindo um aumento de 34% para a China e 20% para a União Europeia. A tarifa total para a China pode chegar a 54%.
A queda no S&P 500 encerra uma sequência de três dias de alta, à medida que os investidores se preparam para um período desafiador nas negociações comerciais. Adam Hetts, da Janus Henderson Investors, afirmou que as tarifas "gritam 'tática de negociação'".
A Casa Branca informou que importações de aço e alumínio não estão sujeitas às tarifas recíprocas, aliviando compradores domésticos que já enfrentam tarifas de 25% sobre esses metais.
Ações de empresas afetadas pelas novas tarifas, como Nike, Gap e Lululemon, caíram pelo menos 7% no after market. A Apple viu seus papéis recuarem até 6,9%.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, alertou contra medidas retaliatórias. O S&P 500 subiu 0,67% antes do anúncio das tarifas, enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu para 4,13%.