Galipolo afirma que incerteza vai diminuir conforme tarifas dos EUA forem se consolidando
Gabriel Galipolo destaca incertezas do mercado internacional e sua influência na economia brasileira. O presidente do Banco Central reafirma que a instituição não interfere no câmbio, considerando sua flutuação uma defesa da economia nacional.
Presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, destacou a incerteza do mercado internacional devido ao tarifaço anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 2 de abril.
Galipolo reafirmou que não há interferência da autoridade monetária no mercado de câmbio, que é flutuante no Brasil. Ele explicou que o câmbio impacta a inflação via pass-through e enfatizou: “Ter um câmbio flutuante é uma das principais linhas de defesa da economia brasileira”.
Durante sua palestra no 33º Congresso e Expo Fenabrave, em São Paulo, Galipolo também comentou sobre a economia brasileira, que é menos vinculada à americana e possui pauta de exportação diversificada.
Ele lembrou que, conforme as tarifas vão escalando, a dependência da economia americana pode afetar negativamente aqueles países mais dependentes.
A insegurança gerada pelas decisões econômicas e comerciais dos EUA pode impactar negativamente as decisões de investimento e consumo.
Galipolo apresentou dados sobre a centralidade dos EUA na economia global, que representa 25% do PIB mundial e mais de 70% dos ativos investíveis. Ele ressaltou que o mercado de dívida soberana dos EUA é dez vezes maior que o europeu.
Ele concluiu que, devido ao impacto da inteligência artificial, o mercado americano é inescapável para investidores.
Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias