Galípolo diz que economia brasileira tem série de subsídios ‘cruzados, perversos e regressivos’
Gabriel Galípolo destaca a importância da comunicação do Banco Central sobre política monetária e desafios econômicos ao público em geral. Ele também menciona a necessidade de esclarecer a estrutura de subsídios que impacta a economia brasileira e a taxa de juros.
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em 1º de abril que a economia brasileira possui subsídios cruzados, perversos e regressivos.
Durante uma sessão na Câmara dos Deputados, ele destacou a importância da comunicação efetiva da política monetária com a sociedade. Galípolo considerou que essa comunicação é um desafio importantíssimo para a autoridade monetária.
Ele explicou que o tema da comunicação se ampliou desde os anos 90 e que não se trata apenas de agentes financeiros, mas também do público em geral. “As autoridades monetárias precisam dialogar sobre estabilidade, combate a fraudes e regulação”, ressaltou.
Galípolo defendeu que é legítimo que autoridades eleitas opinem sobre a política do Copom e, mesmo sem citar o presidente Lula, reconheceu esse direito. Ele argumentou que o Brasil possui juros elevados para controlar a inflação devido à falta de fluidez nos canais de transmissão da política monetária.
O presidente do BC rebateu críticas sobre a taxa Selic de 14,25% ao ano, levando em consideração a situação econômica e o recente crescimento do rendimento das famílias.
Ele também atribuiu problemas de funcionamento da economia às estruturas de subsídios, sugerindo que os desafios enfrentados no Brasil tornam visíveis os trade-offs econômicos.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias