Galípolo escuta reclamações sobre taxa de juros na Câmara
Deputados pressionam Banco Central por medidas contra a alta taxa de juros, que atualmente está em 14,25%. Galípolo defende a normalização da política monetária e destaca a importância da comunicação com a população.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, ouviu queixas sobre a alta taxa de juros durante sessão na Câmara dos Deputados em 1º de abril de 2025, celebrando os 60 anos da instituição.
Os deputados exigiram medidas para reduzir a alíquota, que atualmente é de 14,25%. O deputado Heitor Schuch (PSB-RS) destacou que a taxa afeta a agricultura familiar e criticou mudanças no Proagro.
Schuch afirmou: “Ninguém se atreve a comprar uma máquina pagando 15% de juros...”
O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apoiou Schuch, afirmando que “não aceitamos essa taxa de juros” e questionando a independência do Banco Central.
Hauly ainda pediu para reduzir a taxa pela metade e ressaltou a insatisfação empresarial com a instituição.
O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que todos desejam uma inflação controlada, mas que isso requer critérios técnicos e não é apenas uma “vontade” monetária.
Meirelles reforçou que: “Pior do que taxa de juros elevada é inflação elevada...”
Galípolo concordou que a discussão atual não aborda o problema adequadamente e ressaltou a necessidade de normalizar a política monetária.
Ele também mencionou que o Banco Central deve melhorar sua comunicação e diálogo com o público.