Galípolo nega interferência de Sidônio na comunicação do Banco Central
Galípolo destaca a autonomia do Banco Central em suas comunicações, desmentindo influências externas. Em entrevista, o presidente reafirma que o foco é adaptar a linguagem para um público mais amplo e revisar projeções econômicas.
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou nesta quinta-feira (27) qualquer influência do ministro Sidônio Palmeira sobre a comunicação da autoridade monetária.
Galípolo reafirmou a autonomia do Banco Central em relação ao Poder Executivo, principalmente nas estratégias de comunicação. Ele comentou: “A autoridade monetária tem independência para pensar sua comunicação.”
A declaração ocorreu após a apresentação do Relatório de Política Monetária, em meio a especulações sobre uma possível orientação do governo na divulgação de um vídeo sobre novas regras do Pix, que impactarão 8 milhões de pessoas.
Galípolo mencionou que, após a repercussão do Pix, Sidônio enviou apenas uma sugestão de trilhas sonoras, mas não fez recomendações sobre a comunicação do Banco Central.
Além disso, o presidente do BC destacou que a instituição está estudando novas formas de comunicação com o público, explorando diferentes linguagens e formatos.
No relatório, o Banco Central revisou a projeção de crescimento do PIB em 2025 de 2,1% para 1,9% e reafirmou que a desaceleração da atividade econômica é necessária para que a inflação converja para a meta de 3%.