Galípolo nega ter orientações de Sidônio na comunicação do BC
Gabriel Galípolo reafirma a autonomia do Banco Central em relação à comunicação e apresenta novas projeções econômicas. Ele também discute as recentes alterações no Pix que afetarão cerca de 8 milhões de usuários.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), negou orientações do ministro da Secom, Sidônio Palmeira, em relação à comunicação do BC com a sociedade.
Galípolo ressaltou a autonomia da autoridade monetária e elogiou Sidônio, afirmando que ele é cuidadoso sobre o tema. “Não consegui nem convidar ele para tomar um café aqui”, disse.
Ele comentou sobre um vídeo divulgado em março, que explicava as mudanças no Pix a serem implementadas em abril, afetando 8 milhões de pessoas. As chaves que não estiverem vinculadas a pessoas ou empresas reais serão canceladas.
Galípolo acrescentou que Sidônio enviou apenas sugestões de trilhas sonoras e nenhuma recomendação sobre a comunicação do BC, reafirmando a independência da instituição.
No mesmo dia, Galípolo apresentou o Relatório de Política Monetária, onde foi reduzida a projeção do PIB do Brasil de 2,1% para 1,9% em 2025. Destacou que a desaceleração econômica é necessária para atingir a meta de inflação de 3%.
A meta de inflação varia de 1,5% a 4,5%. A taxa do IPCA foi de 5,06% em fevereiro, com previsão de aumento para 5,6% em março.
Na última reunião do Copom, a taxa Selic subiu para 14,25%% ao ano, com sinalização de novo aumento em maio, mas em menor magnitude.