Gasto com Previdência subirá R$ 87,2 bi em 2026 com reajustes, novos benefícios e salário-maternidade
Gastos com benefícios previdenciários devem aumentar significativamente, atingindo R$ 1,072 trilhão em 2026. A pressão sobre o limite de despesas do governo é agravada pela decisão do STF sobre salário-maternidade e o reajuste do salário mínimo.
Estimativa de gastos com benefícios previdenciários em 2026 subirá R$ 87,2 bilhões, alcançando R$ 1,072 trilhão, segundo o INSS. Em 2025, a despesa foi R$ 984,66 bilhões.
A projeção, que será incluída no PLOA 2026, é resultado de reajustes, novos benefícios e a decisão do STF que alterou regras do salário-maternidade. O impacto da decisão do STF é estimado em R$ 8,5 bilhões.
A PEC 66 visa flexibilizar pagamentos de sentenças judiciais e excluir precatórios da União do limite de gastos do arcabouço fiscal. Isso pode gerar um espaço extra de R$ 12 bilhões em ano eleitoral.
A nova estimativa do INSS indica que o governo poderá destinar quase R$ 4 bilhões para outras despesas. O custo adicional devido ao STF pode chegar a R$ 42,3 bilhões entre 2027 e 2029.
Além disso, o cálculo para 2026 considera reajuste do salário mínimo em 7,44%, gerando um impacto de R$ 34,04 bilhões. Outras despesas incluem R$ 25,8 bilhões para reposição da inflação e R$ 26,1 bilhões devido a novos benefícios.
O governo também espera economizar R$ 2,8 bilhões com mudanças no auxílio-doença. No entanto, há preocupações sobre a fila para perícia médica que pode aumentar para 3,6 milhões de pedidos até dezembro.