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Geoeconomia: Trump turbina era da economia como arma geopolítica — e Brasil pode ser um dos grandes perdedores

Presidente Donald Trump intensifica tarifas sobre produtos e serviços, refletindo uma estratégia geoeconômica que desafia normas estabelecidas. Especialistas alertam que o Brasil pode ser severamente afetado por essa nova ordem econômica global.

Tarifas e Geoeconomia: Desde 2024, Donald Trump intensifica o uso de tarifas comerciais, afetando México, Canadá, países asiáticos, a União Europeia e, mais recentemente, o Brasil.

Especialistas observam uma mudança global: a ascensão da geoeconomia, onde países usam ferramentas econômicas como sanções e tarifas como armas geopolíticas. A Organização Mundial do Comércio (OMC) está sendo prejudicada por essa nova dinâmica, onde cada país age de forma independente.

Trump, em seu discurso inaugural, citou a história de William McKinley e suas tarifas, justificando uma política semelhante para combater o déficit comercial dos EUA.

Estratégias Geoeconômicas: As ações dos EUA incluem o endurecimento de regras comerciais e tarifas altas para restringir o comércio com a China, que domina as cadeias produtivas globais. O Brasil, com seu comércio deficitário com os EUA desde 2009, é visto como uma vítima dessa ordem.

No entanto, a crescente relação do Brasil com a China e a busca por acordos comerciais rápidos são estratégias para lidar com a pressão dos EUA e suas tarifas,que podem chegar a 50%.

OMC em Crise: A OMC enfrenta uma crise existencial devido à falta de compliance das nações e à falta de poder de resolução de conflitos após bloqueios de novos juízes. Em um contexto onde os EUA se distanciam das regras multilaterais, a capacidade da OMC de mediar conflitos é criticada, e muitos acreditam que não pode agir contra a vontade dos EUA.

O futuro do comércio global é incerto, e o Brasil precisa escolher sua posição entre as grandes potências, já que enfrentam pressões tanto dos EUA quanto da China.

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