Geração Z investe mais cedo que os pais, indica levantamento
A Geração Z no Brasil está se destacando no mercado financeiro, investindo mais cedo que as gerações anteriores. Pesquisas revelam que essa juventude é mais confiante em suas habilidades financeiras e busca diversificação em suas aplicações, incluindo criptomoedas e ativos digitais.
Jovens brasileiros têm investido mais cedo que as gerações anteriores, impulsionados por influenciadores e aplicativos de corretoras. Estudo do Fórum Econômico Mundial revela que a geração Z (1997-2010) poupa e aprende sobre investimentos antes dos millennials e das gerações mais velhas.
36% dos jovens esta geração já poupa antes de trabalhar, em comparação com apenas 17% dos millennials e 10% da geração X. A pandemia contribuiu para essa poupança, com muitos jovens trabalhando de casa.
Exemplos como o de Vitor Benavides, 26, mostram que o aprendizado financeiro se dá por plataformas como Youtube, onde se busca renda fixa. Maria Antônia, 24, começou a investir em renda fixa e fundos imobiliários com pequena quantia desde 2020.
A geração Z demonstra confiança em suas habilidades financeiras, com 40% se sentindo capazes de tomar boas decisões de investimento, contra 20% entre os boomers. Artur Rovere, 27, se destaca por influenciar seus pais a investirem.
A pesquisa mostra que 26% dos entrevistados não investem por falta de entendimento, enquanto 41% revelaram interesse em conselhos financeiros via inteligência artificial.
Além disso, 42% da geração Z considera importantes as práticas de ESG (ambientais, sociais e de governança) em seus investimentos. O Banco do Brasil anunciou a abertura de fundos para jovens entre 8 e 17 anos, mirando no crescimento do interesse jovem por investimentos.
As previsões indicam que a Geração Z poderá acumular até US$ 74 trilhões em 2040, desafiando o cenário econômico atual. A pesquisa também apontou que apenas 57% dos brasileiros podem cobrir uma grande despesa inesperada, e 40% usam aplicativos de orçamento para gerenciar suas finanças.