HOME FEEDBACK

Gerações de republicanos pregaram contra intervenção na economia. Agora Trump pode ir além de fatia na Intel

Trump planeja expandir participação do governo em grandes empresas após acordo com a Intel. A nova estratégia econômica do presidente levanta preocupações sobre a intervenção do governo na economia e seus impactos no mercado livre.

Trump busca investimentos na indústria de chips

Três dias após os EUA anunciarem a aquisição de 10% da Intel, o presidente Donald Trump expressou planos de buscar investimentos semelhantes em outras grandes empresas. Ele descreveu sua estratégia como uma tentativa de “pegar o máximo que eu puder”.

A promessa de Trump indica uma mudança significativa na relação governo-setor privado, especialmente na indústria de chips de computador. O investimento na Intel é a mais notável intervenção do governo em uma empresa privada desde a crise financeira de 2008.

Trump tem estabelecido parcerias com empresas, como a Nippon Steel, que concordou em dar ao governo uma golden share para decisões estratégicas. Além disso, o governo pressionou fabricantes como a Nvidia a compartilhar 15% de sua receita com vendas para a China.

Críticos, como o economista Michael R. Strain, apontam que essa abordagem pode ser uma extorsão corporativa, criando riscos para as empresas e a economia americana.

A Casa Branca defende sua decisão como necessária devido à importância dos semicondutores para a economia. Contudo, a administração Trump reviu as exigências de marcos que o governo Biden havia estabelecido para liberar fundos à Intel.

Essa decisão gerou preocupações entre concorrentes da Intel, que temem serem alvos de ações semelhantes. Além disso, a administração planeja cancelar pagamentos a uma organização sem fins lucrativos que administrava um programa de pesquisa em semicondutores, transferindo o controle diretamente para o Departamento de Comércio.

Executivos do setor esperam ver como o governo implementará seus novos planos, enquanto a pressão para que outras empresas façam grandes investimentos nos EUA aumenta.

Leia mais em o-globo