Gestão de fundos de R$ 766 milhões está no foco da disputa do PT
A disputa interna no PT em torno da presidência do partido revela tensões sobre a gestão financeira e a alocação de recursos eleitorais. A polarização entre os grupos de Edinho Silva e a atual direção destaca a crescente importância das finanças na política petista.
Disputa Interna no PT: O racha na tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) se intensifica com a indicação de Edinho Silva para a presidência nacional do partido.
Gestão Financeira: Em 2022, a direção nacional administrou R$ 766 milhões de recursos eleitorais e partidários. Em 2020, esse valor foi inferior a R$ 300 milhões.
Aumento dos Fundos: O fundo eleitoral passou de R$ 2 bilhões em 2020 para R$ 4,9 bilhões em 2024.
Expectativa de Apoio de Lula: Lula já expressou interesse em ver Edinho como sucessor de Gleisi Hoffmann, mas ainda não declarou apoio publicamente.
Conflitos Internos: Edinho sinalizou a possibilidade de negociar cargos na Executiva, levantando suspeitas sobre a atual secretária de Finanças, Gleide Andrade.
Reação do PT: Humberto Costa, presidente nacional, desqualificou as alegações de distribuição desproporcional dos recursos como “covardes e desonestas”.
Recursos em Eleições: A maior doação nas eleições municipais foi de R$ 44,1 milhões à chapa de Guilherme Boulos (Psol) e Marta Suplicy (PT).
Doações Controvertidas: Diretórios opostos a Edinho receberam quantias significativas, como Minas Gerais (R$ 31,5 milhões) e Paraná (R$ 15,1 milhões).
Candidaturas em Debate: Casos como de Rogério Correia e Adriana Accorsi levantam questões sobre a equidade na distribuição de recursos entre campanhas.
Aproximações Finais: Os ânimos se acalmam e há expectativa de um acordo sobre a Executiva até a eleição em julho.
Vítimas de Misoginia: Gleide Andrade declarou ser alvo de misoginia, enquanto apoio à ela é reforçado por Gleisi.