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Gestoras globais veem emergentes à frente dos desenvolvidos após sinal do Fed

Gestores de fundos projetam que os retornos dos ativos dos mercados emergentes devem superar os dos mercados desenvolvidos, impulsionados por políticas fiscais conservadoras e uma perspectiva de corte nas taxas de juros pelo Fed. A expectativa é que o índice MSCI Emerging Markets Index tenha um ganho de cerca de 15% nos próximos 12 meses.

Gestores de fundos preveem que os retornos dos ativos dos mercados emergentes superem os das economias desenvolvidas, desde a ofensiva tarifária de Donald Trump em abril.

A flexibilização da política do Federal Reserve, o afastamento de investimentos nos EUA e políticas fiscais conservadoras nos emergentes são fatores que contribuem para esse cenário, conforme a Fidelity International, a T. Rowe Price e a Ninety One.

Analistas esperam um ganho de 15% para o MSCI Emerging Markets Index em 12 meses, em comparação a 10% nos mercados desenvolvidos.

Os fluxos para ações emergentes crescem mais rapidamente. Desde o "Dia da Libertação" de Trump, atraíram aproximadamente US$ 5,8 bilhões no iShares Core MSCI Emerging Markets ETF.

O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou um possível corte de juros, aumentando o otimismo nos mercados emergentes, que subiram cerca de 14% desde abril.

Títulos de mercados emergentes têm rendido 4%, superando os 3% dos desenvolvidos. Policies fiscais ortodoxas e avaliações mais atraentes nos emergentes são fatores positivos, segundo Archie Hart, da Ninety One.

A T. Rowe Price acredita que os mercados emergentes apresentam perspectivas de crescimento de lucros mais altas e recomenda uma postura de sobreponderação em ações. Moedas emergentes, como o real brasileiro, estão em uma posição favorável, apesar da necessidade de seleção cautelosa.

Os títulos de mercados emergentes continuam atraentes devido à inflação baixa. O Citi Inflation Surprise Index para os emergentes está em -19, abaixo dos picos de 2022.

Os ventos favoráveis persistem, destacando-se a queda da inflação e os déficits fiscais, em contraste com os desafios enfrentados pelos mercados desenvolvidos.

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