Gestores de Wall St. se voltam para emergentes com menos exposição à economia global
Gestores de ativos buscam novas oportunidades em mercados emergentes. Estratégias diversificadas visam altos rendimentos, embora os riscos locais sejam mais elevados.
Gestores de ativos americanos estão se afastando dos benchmarks tradicionais e buscando oportunidades em mercados emergentes.
O foco principal é a renda fixa de países cuja economia está relativamente isolada, atraída por reformas e altas taxas de juros.
Williams Blair investiu em títulos em dólares jamaicanos, peso dominicano, rupia paquistanesa e kwacha zambiano.
Outras gestoras, como AXA, Ninety One, Pinebridge e BlackRock, também estão explorando títulos em tenge do Cazaquistão e dinares da Sérvia.
Marcelo Assalin, da William Blair, destaca a combinação de moedas desvalorizadas e taxas elevadas como uma oportunidade atraente.
No entanto, essa estratégia envolve riscos locais, como baixa liquidez e eventos inesperados que podem impactar significativamente os investimentos.
Historicamente, investidores se limitavam a títulos soberanos em dólares para evitar riscos cambiais. A tendência, agora, é buscar rendimentos mais altos e maior diversificação.
Embora os títulos em mercados emergentes maiores, como Brasil, México e Chile, apresentem melhor desempenho, as apostas alternativas são vistas como formas de se proteger contra a volatilidade global.
Os rendimentos em países como o Uzbequistão e o Paquistão são atraentes, oferecendo, por exemplo, um cupom de 17% e 10,5%, respectivamente.
Contudo, o risco de depreciação cambial permanece significativo, como evidenciado por crises políticas, como a recente na Turquia.
A diversificação continua sendo considerada uma estratégia essencial para gerenciar riscos e buscar retornos positivos em cenários voláteis.