Gestores elevam confiança na Bolsa, mas mantêm foco em setores defensivos, diz BBA
Apesar de melhorias na percepção sobre o Ibovespa, investidores expressam preocupações sobre as contas públicas brasileiras e confrontos no cenário macroeconômico. A pesquisa do Itaú BBA revela uma clara divisão entre setores favoritos e aqueles evitados, com forte concentração em áreas defensivas.
Índice Ibovespa mostra leve melhora em agosto, conforme pesquisa do Itaú BBA. A Investment Manager Survey ouviu 131 investidores entre 18 e 22 de agosto.
Expectativas para o Ibovespa: Quase metade dos entrevistados espera que o índice encerre o ano entre 140 mil e 150 mil pontos.
Visão dos investidores: 69% têm visão positiva, 25% neutra e 5% pessimista. O índice médio de confiança é 7,03 em uma escala de zero a dez, segundo maior desde 2024.
Expectativas econômicas: Divisão entre os investidores sobre o ciclo de política monetária, previsto para ocorrer entre o 4T25 e o 1T26. Mais da metade tem uma visão negativa sobre as contas públicas.
Taxa nominal de 10 anos: Expectativa de queda para 12,9%, frente a 13,2% na edição anterior.
Posicionamento setorial: Foco em segmentos defensivos:
- Utilities (61,8% sobrepeso)
- Grandes bancos (44,3% sobrepeso)
- Setor financeiro fora dos “bancões” (35,1% sobrepeso)
- Construtoras (30,5% sobrepeso)
- Varejo (22,1% sobrepeso)
Menor exposição: Siderurgia e mineração (48,1% subpeso) e petróleo e gás (36,6% subpeso).
Ações preferidas: Sabesp, BTG Pactual, Itaú, Eletrobras e Nubank. O Nubank é visto como o papel com maior potencial de valorização.
Vetores de mercado: Política doméstica e curva de juros são os fatores mais relevantes para os próximos seis meses.
Riscos destacados: Possibilidade de recessão global ou norte-americana caiu para 36%. Aceleração da inflação e juros é a segunda preocupação (31%).
Humor externo: Melhora nas bolsas dos Estados Unidos, com avaliação média de 6,16. Argentina é vista como o país mais positivo da América Latina, seguida pelo Chile.