HOME FEEDBACK

Gigante de logística prevê impacto em ecommerce brasileiro com 'taxa das blusinhas' de Trump

Executivos da DHL Express ressaltam o crescimento nos negócios na América Latina, mesmo diante das novas tarifas comerciais americanas. A companhia busca diversificar os mercados de exportação, visando mitigar os impactos da medida do governo Trump.

DHL otimista com crescimento na América Latina

Executivos da DHL destacam o crescimento dos negócios em países latinos, mesmo com a expectativa de impacto das tarifas de importação impostas por Donald Trump.

O principal ponto de preocupação é o fim da isenção de impostos para importações de baixo valor, com a medida valendo a partir de 29 de agosto.

A CEO da DHL Express Brasil, Mirele Mautschke, ressalta que os EUA são o principal destino para e-commerce, mas as empresas precisarão diversificar suas exportações.

Ela acredita que a DHL pode mitigar os efeitos do "tarifaço", uma vez que a empresa exporta mais produtos manufaturados em vez de commodities.

Durante um evento em Bogotá, Andrew Williams, CEO da DHL Express para Américas, apontou Brasil, México e Colômbia como os mercados com maior potencial de crescimento, registrando aumento de dois dígitos neste ano.

No 2º trimestre de 2024, o Grupo DHL teve um lucro operacional de 1,4 bilhão de euros, um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior.

Tim Robertson, CEO da DHL Global Forwarding, mencionou que o fim da isenção de "de minimis" impactará o comércio Brasil-EUA.

Augustín Croche, CEO da DHL Supply Chain, demonstrou confiança na economia brasileira, afirmando que o cenário atual não afeta os negócios devido ao financiamento próprio.

Fundação: 1969
Receita: 19,8 bilhões de euros (2º trimestre)
Lucro operacional: 1,4 bilhão de euros (2º trimestre)
Lucro líquido: 815 milhões de euros (2º trimestre)
Número de funcionários: 600 mil (em 220 países)
Principais concorrentes: FedEx, UPS, TNT Express e DB Schenker

Leia mais em folha