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Gilmar Mendes exclui trabalho por aplicativo de julgamento sobre pejotização no STF

Gilmar Mendes considera que os casos de aplicativos de transporte e delivery devem ser analisados em uma ação separada. A decisão mantém a suspensão de 28 mil processos relacionados à pejotização até o julgamento do tema pelo STF.

Ministro Gilmar Mendes do STF excluiu aplicativos de transporte e delivery do julgamento sobre pejotização, decidindo que este tema será tratado em ação própria.

A decisão foi anunciada em 28 de setembro, sob o tema 1.389. Mendes afirmou que relações por aplicativos não estão abrangidas pela suspensão nacional.

O ministro Edson Fachin é o relator do processo que analisa a relação de trabalho entre motoristas e apps. O tema mais amplo sobre pejotização permanece suspenso, com mais de 28 mil processos aguardando julgamento.

Uma audiência pública que reunirá mais de 500 interessados foi adiada para 6 de outubro.

O advogado Julio Cesar Amaro considera a decisão uma pequena vitória, mas se preocupa com a complexidade do julgamento, que pode abranger diversas situações diferentes.

A defesa do trabalhador argumenta que a empresa configurou um contrato fraudulento em vez de um contrato de franquia, impondo metas e subordinação ao profissional.

Os advogados Arnaldo Pipek e Alexandre Lauria Dutra acreditam que a decisão final poderá resolver um impasse jurídico que afeta muitos processos. Pipek defende que a Justiça do Trabalho deve ser a competente para julgar essas relações.

Ambos têm expectativa de que o STF valide a contratação por PJ, desde que não haja fraude ou desequilíbrio nas relações.

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