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Gilmar Mendes retira discussão sobre mineração em terras indígenas de conciliação do marco temporal

Gilmar Mendes separa discussão sobre mineração em terras indígenas do marco temporal. Reuniões continuarão para revisar a lei que aborda a exploração desses recursos.

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou as discussões sobre mineração em terras indígenas do processo de conciliação sobre a lei do marco temporal. O debate ocorrerá separadamente.

A decisão foi anunciada em reunião da comissão especial na quinta-feira. Um novo encontro está marcado para a próxima semana para analisar propostas de alteração da lei.

Em 2023, o STF considerou a tese do marco temporal, que limita os direitos indígenas às terras ocupadas em 1988, inconstitucional. Após isso, o Senado aprovou uma lei que cria o marco temporal, que foi vetada pelo presidente Lula, mas teve seu veto derrubado pelo Congresso.

Diversas ações sobre o tema estão no STF, questionando a validade da lei e solicitando sua confirmação. Gilmar Mendes, relator do caso, iniciou um processo de conciliação.

O gabinete de Gilmar apresentou uma proposta de alteração da lei, que incluía a possibilidade de exploração de recursos minerais em terras indígenas sem aprovação das comunidades, caso houvesse "relevante interesse público da União". Este trecho foi removido e será discutido em outra ação.

Na reunião citada, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou sua proposta, incluindo a previsão de compensação ou indenização por terras se houver erro do Estado, como títulos de propriedade em terras indígenas. A indenização por "posse de boa-fé" já estava prevista na decisão do STF e na proposta de Gilmar Mendes.

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