Google monetiza anúncios de jogos ilegais em plataformas
Google Play e YouTube lucram com aplicativos de jogos de azar, mesmo após promessas de regulamentação. Especialistas alertam sobre os riscos à saúde mental dos usuários, especialmente no público jovem.
Google Play continua lucrando com microtransações em jogos de azar e aplicativos de apostas.
A gigante da tecnologia recebe uma margem de ganhos a partir de compras de itens virtuais.
Os aplicativos conhecidos como “cassinos sociais” simulam jogos de apostas sem movimentação real de dinheiro, mas com a mesma mecânica viciante.
Estima-se que muitos desses aplicativos tenham mais de 10 milhões de usuários.
Maria Mello, do Instituto Alana, destaca a falta de vontade das plataformas em remover esses conteúdos devido ao lucro, alertando sobre os riscos, como impacto no comportamento e alterações de humor.
Aplicativos relacionados à palavra “bets” também são encontrados, com mais de 1 milhão de downloads, e geralmente são gratuitos.
O YouTube exibe vídeos relacionados ao Fortune Tiger, com links e recomendações para ganhos rápidos, levantando preocupações sobre a exposição a jogos de azar.
O Google afirmou que o Android é uma plataforma aberta e que os desenvolvedores têm liberdade de escolha nos serviços de monetização.
A empresa anunciou uma atualização de sua política de jogos de azar em setembro de 2024, reforçando que anunciantes precisam ser autorizados pelo Ministério da Fazenda e certificados pelo Google Ads.
Sobre cassinos sociais, a empresa esclarece que permite jogos que simulem essa experiência, desde que não envolvam transações monetárias reais.
Com relação a anúncios de jogos ilegais, o Google reafirma que possui políticas específicas para garantir a legalidade das publicidades relacionadas a jogos de azar.
Aviso: Conteúdos em desacordo serão removidos e canais podem ser penalizados.
Reportagem produzida sob supervisão da secretária de Redação assistente Simone Kafruni.